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06 de maio: Dia Nacional da Matemática

Dia Nacional da Matemática é comemorado no dia 06 de maio. A data foi escolhida para homenagear Malba Tahan, pseudônimo do professor de Matemática Julio César de Mello e Souza, que nasceu no Rio de Janeiro, em 1895, e faleceu em 1974, no Recife, aos 79 anos.

 Autor de mais de uma centena de livros, escreveu sobre Matemática Recreativa, Didática da Matemática, História da Matemática e Literatura Infanto-juvenil. Seus livros ensinam conceitos de Matemática e mostram que a disciplina pode ser uma divertida e desafiante aventura quando estudada de forma dinâmica e criativa. Daí ele ter recorrido a aventuras misteriosas, com beduínos, xeiques, vizires, magos, princesas e sultões. Sua obra mais famosa é “O Homem que Calculava”, que foi traduzido para doze idiomas.

 A data foi instituída em 2004, pelo projeto de Lei n. 3.482/2004, de autoria da deputada professora Raquel Teixeira e foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Educação e Cultura  no intuito de divulgar a ciência como uma importante ferramenta de trabalho humano.

Um dos problemas mais interessantes do livro “O Homem que Calculava” é o caso dos camelos. Veja o desafio abaixo e Decifre o problema mais famoso de Malba Tahan, retirado do livro “O Homem que Calculava”.

O caso dos camelos

Beremiz, o homem que calculava, estava viajando pelo deserto de carona no camelo de seu amigo. A certa altura, encontraram três irmãos discutindo acaloradamente. Eles não conseguiam chegar a um acordo sobre a divisão de 35 camelos que o pai lhes havia deixado de herança. Segundo o testamento, o filho mais velho deveria receber a metade, ao irmão do meio caberia um terço e o caçula ficaria com a nona parte dos animais. Eles, porém, não sabiam como dividir dessa forma os 35 camelos. A cada nova proposta seguia-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Em qualquer divisão que se tentasse, surgiam protestos, pois, a terça parte e a nona parte de 35 também não são exatas, e a partilha era paralisada. Como resolver o problema? 

É muito simples”, atalhou Beremiz, que dominava muito bem os números. Pedindo emprestado o camelo do amigo, propôs uma divisão dos agora 36 camelos. Sendo assim, o mais velho, que deveria receber 17 e meio, ficou muito satisfeito ao sair da disputa com 18. O filho do meio, que teria direito a pouco mais de 11 camelos, ganhou 12. Por fim, o mais moço em vez de herdar 3 camelos e pouco, ganhou 4. Todos ficaram muito felizes com a divisão. Como a soma 18 + 12 + 4 dá 34, Beremiz e o amigo ficam com dois camelos. Devolvendo o camelo de seu amigo, o homem que calculava ficou com aquele que sobrou. 

Pergunta-se: Como Beremiz resolveu o problema dos irmãos e ainda saiu ganhando um camelo?

  1. Klaus do Iate
    06/05/2014 às 19:54

    A obra de Malba Tahan é fantastica, no famoso caso dos camelos ele correu atra’s de multiplos comuns de 2,3 e 9 proximos de 35, a cáfila total do morto. O mmc é 18, numero muito baixo, mas 36 cai como uma luva, bastando que doasse a cáfila um camelo. O mais legal é que atendidas as exigencias testamentais sobraram dois camelos, porque os fatores complementares 18, 12 e 9 quando somados dào 34! Ainda bem que o velho tb nao exigiu que TODA cáfila fosse repartida entre os herdeiros.

    • 07/05/2014 às 0:39

      Verdade Klaus. Os problemas apresentados no livro O Homem que Calculava deveria ser adotado em todas as escolas como forma de incentivar os alunos na resolução de problemas.

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